28/06/2008

Consumidores –


O reconhecimento do talento na moda não é unilateral quando se fala em Japão. A moda genuinamente brasileira é bastante aceita pelos consumidores “do outro lado do mundo”. Foi nessas condições que o estilista Alexandre Herchcovitch que encontrou um público satisfeito que fez com que inaugurasse, em 2007, uma loja em Tóquio.


Outros brasileiros fazem sucesso no país. A mineira Juliana Jabour, por exemplo, assinou uma coleção para a grife japonesa Uniqlo e suas criações estão em mais de 40 pontos de venda no Japão.


Revelação recente também é a carioca Giulia Borges. Suas peças são encontradas na multimarca Dual, popular entre os “moderninhos” de Tóquio.

Do Japão para o mundo

Investimento e talento são alguns dos motivos do sucesso internacional da moda japonesa

Ana Carolina Lahr


Na década de 80, os japoneses assumidamente tomaram conta do mundo da moda através do pauperismo, um estilo que via a sensualidade na alma e não no corpo e que era capaz de representar a essência existencial através das roupas amplas, confortáveis e de fibras naturais. O toque preciso e delicado justifica a atração que a moda japonesa exerce em todo o mundo.


Mas foi o surgimento de designers japoneses com uma poderosa força criativa no fim do século 20 que criou uma nova dimensão para o modismo japonês. A atenção especial concedida à moda pelo governo – lá a atividade artística é patrocinada pelo Ministério da Economia – contribuiu de forma decisiva para que a produção do país tomasse proporções internacionais ao oferecer oportunidades de avanço tecnológico tanto na produção de tecidos quanto das próprias roupas.

A Bunka Fashion College é ainda hoje a única universidade de graduação em moda que oferece formação de criação e mercado no Japão, segundo a coordenadora da pós-graduação Sanae Kosugi. Seu objetivo é formar pessoas “autosuficientes” quanto ao desenho e criação, admite ela. Dentre as atribuições que conferem diferença ao ensino de Bunka, estão os mais de 200 concursos promovidos por ano para os criadores, dentre eles o Soen, “prêmio Nobel” da moda.

Sanae esteve no Brasil a convite do SPFW, que exibiu com exclusividade peças do acervo da Bunka Gakuen na exposição “Olhar Contemporâneo”.

Introduzindo a palestra do estilista Kenzo Takada - também formado no Bunka College - no Senac Santo Amaro, Sanae admitiu que incentiva seus alunos a ousarem durante o primeiro ano. “No primeiro ano você pode errar. Eu falo para eles errarem”.

A coordenadora encontra no nos japoneses outro motivo de adoração no mundo da moda: por ser a moda tão valorizada em seu país, os japoneses não economizam nas compras e isso faz deles além de bons criadores, bons
consumidores.


Marinheira de primeira viagem


A comemoração do centenário de migração japonesa ganhou espaço até mesmo no mundo da moda - e que espaço!


O acontecimento originou o tema central da 25ª edição da São Paulo Fashion Week: motainai. A palavra de origem japonesa significa “respeito” e “não desperdício”, e afirmou por mais um ano a postura sustentável assumida em edições anteriores.


As paredes da Bienal, revestidas de papelão, receberam pinturas temáticas do artista Rogério Hideki e remetiam muralhas.


Conhecendo pela primeira vez a Bienal de São Paulo e, conseqüentemente, o tão almejado evento do mundo da moda, confesso que faltou glamour. Eu esperava mais luzes, mais calor, mais proximidade. A impressão foi de que, apesar de um convite ou outro acabarem em mãos de pessoas “comuns”, só mesmo três condições conferem suporte no evento: imprensa, fama e conhecimento profundo sobre o mundo da moda. Para estes últimos, eu diria que o prazer de estar ali é justificado na simples capacidade de interpretar cada detalhe.


A imprensa já havia revelado que a entrada do prédio da Bienal representava o encontro de culturas a partir das árvores símbolos de cada país - o ipê amarelo e a sakura (cerejeira rosa). Ao entrar no prédio achei, por um momento, ser o lugar errado. Somente ao me deparar com o pessoal da Natura ministrando flores de origami que associei um fato ao outro. Um tanto decepcionante.

Tentou-se também reproduzir o clima da capital japonesa através da uma decoração com estruturas metálicas que sustentavam luminosos de ideogramas da língua e patrocinadores do evento. Talvez por causa do dos convites limitados – e ansiosamente desejados –, o efeito não foi tão tocante assim. O ambiente pouco se desprendeu do ar de “bienal” para remeter à agitação de Tóquio. O momento que mais se aproximou desse calor humano teve um motivo: Gisele Bündchen.


Apesar da expectativa derrubada, é de se admitir que o ambiente cuidadosamente planejado. As exposições no interior da Bienal satisfaziam a sede por criação e um telão no segundo andar da Bienal exibia os desfiles para os menos privilegiados – aquelas a quem faltou o convite principal.

Ana Carolina Lahr


24/06/2008

Peças únicas -

Recortes, apliques, costuras decorativas, lantejoulas, pedrarias, babados, botões, tingimentos e pinturas. A “arte” de customizar inclui desde técnicas artesanais até as mais industrializadas.
A tecnologia de ponta faz da técnica do tingimento uma escolha moderna para aqueles que querem sair da mesmice. Com cores e efeitos diferenciados, o aumento da procura pelo tingimento cresce nas classes A e B. “Pelo valor acessível é fácil agradar clientes de todas as idades e classes sociais. O melhor de tudo é que nada fica com a antiga aparência de roupa tingida”, informa Flávio Conrad, diretor da Restaura Jeans, loja especializada recuperação e customização de roupas.

Mas quem acha que bordar, tirar um pedaço de tecido de baixo, colocar em cima, fazer bolsa nisso ou aquilo é customizar, está errado. Segundo o personal stilist Neto Angel, é preciso mais: conceito e adaptação ao gosto.



Customização -

“Torno o que poderia ser lixo em luxo, o que era morto em vida, tudo ao teu estilo, teu jeito harmonizado de ser. Você é a pessoa mais importante desse trabalho”.(frase retirada do site de Neto Angel)

A proposta do consultor de moda que faz trabalhos de customização é clara e tentadora. Deixar de “ser mais um consumidor” para se tornar a inspiração de uma criação é, certamente, um privilégio.

Produtos diferenciados e quase exclusivos é o que busca o novo nicho de consumidores. “Quem não consegue e não tem tempo de fazer e transformar vai à procura daquele que desenvolve esse trabalho”, explica Artemísia, “esse indivíduo está disposto a pagar caro pela exclusividade, pelo diferente”.

O mercado crescente contribui para a geração de renda de estudantes e profissionais da moda que iniciam um negócio nesse segmento. Em São Paulo, existem lugares específicos para customização de roupas onde o consumidor pode comprar uma peça da arara e montá-la do jeito que quiser, ou levar a própria peça para customizar.

A mania das Havaianas customizadas é outra prova de que a procura pela exclusividade é verdadeira. A idéia não foi lançada pela marca, mas é cada vez maior o número de lojas que oferecem o serviço. Baseada nesse sucesso, a marca Melissa montou um espaço onde as pessoas personalizavam suas sandálias com brilhos e acessórios durante os lançamentos das coleções da São Paulo Fashion Week de 2007. No mesmo evento, camisetas lisas da Hering ganharam aplicações, recortes e assessórios.

Dramático/Moderno -

Esse é u visual composto por poucos elementos, porém compactantes.

O design angular, estruturado, não clássico e determinadas vezes exagerado se combina com a dualidade cromática contrastante – vermelho, magenta, roxo, esmeralda amarelo e o contraste básico do branco no preto.

Grandes estampas geométricas espaçadas entre si também caracterizam o estilo sofisticado, poderoso, severo e capaz de manter a distância adotado por profissionais de moda, marketing e decoração.



Criativo -

Sem intenção nenhuma de parecer sexy, pessoas criativas costumam chocar aqueles sem afinidades de conceito.

Cabelos inovadores e acessórios são as marcas dessa pessoa que pode ser um profissional da moda, arquitetura ou artes plásticas.



Design by The Blogger Templates

Design by The Blogger Templates