Desfile da Rosa Chá na semana de moda de Nova YorkAna Carolina Lahr
O Brasil cresce no mercado mundial da moda e isso já não soa mais como novidade. O mais importante agora é manter o padrão de qualidade já apresentado e continuar alimentando a criatividade latina aguçada, como disse Renzo Rosso, proprietário da Diesel, em entrevista à Folha de São Paulo. Segundo o jornalista americano Robb Young, que esta semana dedicou uma grande reportagem à moda brasileira, os nossos estilistas estão abandonando o exotismo e as cópias. O comentário certamente implica dizer que o Brasil se diferencia por fugir da mesmice ao mesmo tempo em que entende cada vez mais a necessidade mundial.
Em 2006, o Brasil movimentou US$ 137,5 bilhões em exportações. Para este ano, as perspectivas de crescimento são de 11% nas vendas de produtos para o exterior, com a meta de chegar a US$ 152 bilhões. Ainda assim, os valores não atingem um terço do lucro interno, o que deixa o Brasil para trás no ranking das Marcas Mais Valiosas do Mundo realizado pela Interbrand (Internal Brand Engagement), uma das principais consultorias internacionais de avaliação de marcas.
Em sua 1ª edição, em 2005, a exposição contou com 40 empresas. Neste ano, o evento aconteceu de 5 a 7 de setembro na França e empresas de diversos segmentos foram representadas. No segmento moda, foi dada ênfase a produtos de tecnologia que proporcionam sustentabilidade.
Organizado pela Aura Eventos, e com o apoio da Fiesp, Ministérios das Relações Exteriores e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento econômico de São Paulo, dentre outros, participam do evento empresas que possuem critérios de responsabilidade sócio-ambiental. As empresas que ingressam no projeto passam por uma análise para adequação ao perfil do exportador exigido por esses mercados.

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